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  • 07/07 - cPor que não fomos ao Pan? A aposta sensata no Badminton

Fábio Lima

A notícia de que Alagoas e Piauí seriam os únicos Estados do Nordeste a não enviar atletas para o Pan revoltou a população piauiense às vésperas dos Jogos. “É uma vergonha”, “É um absurdo”, “Ninguém toma uma providência” eram frases ouvidas nas ruas. Porém, ninguém procurou uma resposta mais concreta para a pergunta que alarmou o torcedor nos últimos 16 dias: Por que não fomos ao Pan? Por que atletas como Benito Mussolini e Sarah Menezes não estiveram nos jogos?

Outro esporte de menos tradição, impulsionado pela primeira medalha da história em Jogos Pan-Americanos, deve surpreender pelo trabalho executado no Piauí. O Badminton tem menos de dois anos no Estado e já conquistou medalhas em campeonatos norte-nordeste.
O incentivo a uma nova entidade esportiva, saneada, sem problemas internos ou externos, já gera frutos em escolas das redes pública e particular de Teresina e é a grande aposta do nome mais indicado a falar sobre chances de medalha num Pan: o técnico da Seleção Brasileira, Luís de França.

E a aposta não é exagero. No feminino, já existem nomes que podem, em três ou quatro anos, figurar em competições internacionais. “É importantíssimo, é sensacional o trabalho feito no Piauí. Talvez hoje seja o trabalho de referência no Brasil, está de parabéns. É impressionante como o esporte se multiplicou em vários núcleos de Teresina”, completa Luís de França.

O presidente da Federação de Badminton do Piauí, Francisco Ferraz, confirma as pretensões. Ele promete lançar em breve um plano de trabalho até 2012. “É o projeto ‘Brasil em Londres 2012’. É muito difícil, mas essa é a nossa meta”, diz o dirigente.

A aposta é de pelo menos um nome na seleção brasileira feminina. Jéssica Fernanda é o destaque, com desempenho impressionante para o pouco tempo de treino. Gilmara Cristina já foi levada para Brasília, e treina hoje na UnB.

O segredo? Administração. “A federação tem que ser vista como uma empresa. Especialmente no nosso caso, que não temos clube, e a federação tem que bancar tudo. E você mostrando um trabalho sério, o patrocinador aparece”, explica Ferraz. O projeto até 2012, de investimento no social e no auto-rendimento, já conta com o patrocínio da Construtora Sucesso. 

fabiolima@cidadeverde.com
Fonte: Cidade Verde.com

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